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Tou-lhe com um pó. A sério, segurem-me que eu vou-lhe ao focinho.

A minha vida é uma constante competição.
A maior parte das vezes comigo mesma.
Isto é tão patético que ando a competir hipoteticamente. A sério, tenho um problema.

Re

Recentemente, fui a uma festa de anos a um restaurante que fica mesmo ao pé da saída do metro de telheiras.
Éramos cerca de 20, e curiosamente ninguém se queixou:
.do tipo de comida (e tínhamos lá um vegetariano e tudo)
.de ser em telheiras (e consequentemente ser tão fora de mão para toda a gente... porque esse é o argumento mais estúpido que ouvi nos últimos tempos. Sendo assim, a faculdade também ficou fora de mão para muitas criaturas*...)
.de poder levar um tiro/ ser violado/ uma facada por ser em telheiras.
Houve um acordo unânime de vontades, e o mais importante, à vontade do menino dos anos, o que é raro nos tempos que correm.
Deixa-me a pensar que, hoje em dia, os casamentos deviam ser à vontade dos convivas e não dos noivos.
Estúpida sou eu, que sacrifico sempre a minha vontade perante os protestos dos outros... O meu namorado falou-me da dificuldade que foi organizar uma festa para mim: sushi e chinês não podem ser por x z e y não gostam/ não provaram e têm medo que lhes caia a língua. Siga. Telheiras não pode ser porque já sabes que alguém podia levar uma facada e depois a culpa era tua. Siga. Pensei na Pizzaria Marittaca, mas o pessoal não sabia ir lá ter. Mas é ao lado da Kapital! Pois, eu expliquei, mas houve protestos.
Posto isto, encerro aqui a minha habitual dose de boa vontade estúpida. Quem faz anos sou eu e quem manda sou eu (mesmo correndo o risco de ninguém lá por as patas). Tenho dito.

*Com isto não querendo dizer que a faculdade fica em telheiras, antes que me caia um piano em cima. Mas, sendo a 2 estações de metro de distância, sendo que se vê da faculdade e tudo, e que de carro basta virar na primeira saída do lado direito de quem entra na segunda circular; sendo que o eixo norte sul, e consequentemente a ligação da A2, A5, IC19 e afins vai lá dar, é má vontade.

Vida de estagiária

(O que eu sonhei a vir escrever um post com este título)


Quando eu fui para lá, falaram-me em bolas de cristal. Pensei que era só para os lugares comuns, género onde está o papel higiénico para substituir quando o rolo acaba, onde estão as folhas de rascunho, quando batem à porta ou toca o telefone tens que ir lá tu apesar de nunca ninguém te ter dito nada (deve ser pra alegarem que nunca pediram aos estagiários para fazer trabalho de secretária, lol).
Nah, afinal a bola de cristal teria aplicação prática. Género, 2 dias a encontrar um regime em que o caso encaixasse e a ler acordãos e depois de falar com o patrono n vezes, e me sair o desabafo, pois, se houvesse reserva de propriedade...
-Ah, mas há reserva de propriedade. Eu não lhe disse?
- Não (obviamente, senão tava ali com aquele trabalho todo e aquele discurso para quê?)
-Ah, mas está aí no histórico da conservatória.
- Olhe que não.
-Está está. mostre lá (esta estagiária é estúpida que nem uma porta, se não fosse o caso de ter a porta lá de baixo avariada e a secretária refilar tanto para descer e esta o fazer logo, mandava-a pastar)
Olhe tem razão, não está. Mas tem reserva de propriedade.

Isto é um exemplo. Já houve outro muito mais giro que valeu um telefonema da cliente em fúria.
Senhor patrono, senhora griposa, eu não adivinho. Nem eu, nem a minha ilustre colega. Artes divinatórias é mais com a minha irmã. E o estágio dela é muito mais giro do que o nosso (dá para beber vinho rasca à borla).

Coincidências

A árvore gira que está bué alta e nasceu de um caroço e que está assimétrica porque o ca..melo do lado resolve cortar (e não aparar) os ramos pela calada, está cheio de bichos, carradas, paletes. Curiosamente, tudo o que está nesse canteiro tem. Mas o que está nos outros, não. Aquilo vai apodrecer, mais cedo ou mais tarde. Vá, coincidência aquilo estar colocado ao muro que faz fronteira com o quintal da besta? Sim, é. Aliás, nem fui eu que chamei a atenção, nem tinha reparado.
Também é coincidência a besta ter instruído os rebentos para, todos os domingos às 10h da manhã, irem para a varanda(que está pegada com a minha, e tem uma proximidade muito irritante com a cabeceira da minha cama) com latas vazias e bater com força, assim como quem espanta ursos. Depois, 20m passados, a besta diz, e passo a citar "já chega", e chama os rebentos.
Cara senhora besta
a) eu não sou um urso. Quanto muito, um hipopótamo ou uma lontra;
b) dá muito nas vistas (e nos ouvidos também)
c) sinceramente não percebo toda sua essa fixação no meu agregado familiar.
d) os seus rebentos são amorfos.

Um dia ainda me hei-de rir na sua cara. Aliás, isso já aconteceu algumas vezes, mas um dia há-de ser a risura suprema.

Prémios

As "minhas" meninas de Évora ganharam um prémio.
Sapatinhos, disse logo eu. Nah. Nem dinheirinho, nem nada giro.
Acesso à base de jurisprudência. Um autêntico luxo nos tempos que correm.

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