Sou muito sensível a barulhos. Desde pequena, lido mal com motas e camiões barulhentos, com pessoas que falam muito alto, vizinhos que não deixam dormir, etc etc. Especialmente, os meus progenitores não são propriamente os seres com as vozes mais amenas do mundo.
Talvez por isso, não me tenha feito muuuuuuuuuuita diferença o facto de não ouvir praticamente nada do ouvido direito há uma semana. Até a forma como descobri foi caricata: pensava que tinha um phone avariado. Mas enfim, é chato não perceber nada, é chato meter a tv mais alto, é chato pedir a toda a gente para repetir o que acabou de dizer. Ah well. Lá fui eu às urgências, porque não era só o silêncio; agora havia dor. O sr dr admirou-se como é que eu ainda ouvia algo. E disse que às vezes dava muito jeito não ouvir, poderia ser uma virtude, perguntou se eu tinha a certeza de querer mesmo ouvir (bora gozar com ela!). Ao que eu respondi que se não fosse pela dor, nem me importava muito. Não me escapei a 5 lavagens (em minha defesa alego que tenho o canal auditivo muito estreito e que por isso a cera fica lá acumulada, há gotas para isso, mas não tavam a dar nada). O sr dr foi muito simpático. Quis saber o que fazia eu na vida. Direito? Na clássica? Ora, conheces o Oliveira Ascensão? Foi meu colega. E o Paz Ferreira? Também, e é meu amigo. Já a senhora enfermeira gozou algo com a minha situação, tás lixada, 65mil recém-licenciados desempregados, estágio não remunerado, ainda por cima direito, ui. No fim, desejou-se há vontade, mais de três vezes boa sorte, foi até ao corredor a berrar boa sorte que bem precisas. O sr dr disse p não ligar, mas também disse que o panorama não era animador. Oh, agora teria dado jeito não ouvir. Estou um bocadinho farta de que cada vez que perguntam em que curso estou comecem a recitar o Apocalipse.
Btw, por que é progenitores decidem berrar por tudo e por nada quando há eco na minha cabeça? Sim, porque agora oiço tudo terrivelmente nítido, até o roçar do casaco parece uma tempestade. Enfim. Oito ou oitenta.
Post sobre meninas bonitas que cantam e dançam enquanto fazem bolinhos e afins
Posted by Senayuri at 20:29
Kate Nash - Foundations
Au Revoir Simone - Sad Song
E porque as aulas vão recomeçar. E porque gosto de dobragens.
Hoje fui ao IKEA, pequeno-almocei por 1€ e gastei 35€ em não sei bem o quê. Oh mas é giro. Ah well.
(e bebi 2 Redbulls porque tavam a dar na Fdl, e eu andei atrás das senhoras-meninas muito tempo e elas deram e eu bebi e estou com muuuuuita energia, e pobres dos que me aturarem hoje, e deveria ter sido amanhã porque tinha mais gente para me aturar)
A telenovela da Tvi com nome de fruta açucarada detorpou o The Heinrich Maneuver dos Interpol. Com cortes que estragam a música.Iac. Ironia é a música ser sobre a juventude estúpida e fútil, que é só o que a dita novela is about. Outra coisa interessante, o facto de um pseudo amigo (porque não é visto há muito tempo) entrar lá. Jeez, que vendido.
Labels: Abaixo as tags
Há nos outros uma intelectualidade singela que me espanta. é gritante. E eu, que durante tanto tempo fui mera observadora, hoje não consigo ser senão um pálido reflexo daquilo que almejei ser.
As intenções sempre foram boas. Pode dizer-se que me perdi algures, e que prova inelidível desse facto será o Moleskine, gasto pelo tempo e por ser um fiel companheiro na mochila, mas ainda com as páginas em brancos.
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Admiro-vos por sobreviverem às intempéries do dia-a-dia e ainda terem froeza para escrever.
Não sou nada do que queria ser e sou tudo o que não queria ser.
"Oh, those days in the sun
They bring a tear to my eye"
Sinto que perdi o comboio. Pior. Sai na paragem errada.


